A GESTÃO DO ESTADO NUM MUNDO EFERVESCENTE
 

Quando é o longo prazo?  Quantos terão a oportunidade de usufruir das revoluções que vêm por aí? Que prazos durarão os contratos? Quais serão as novas infraestruturas? Quantos anos de vida? Os valores serão cada vez mais transitórios? Teremos emprego na Quarta Revolução Industrial? O que mudará na organização social? Onde estarão os centros normativos? A natureza suportará o aquecimento?

Muitas perguntas, poucas respostas.

As organizações hierárquicas verticais herdadas da era industrial certamente não mais atenderão as necessidades de convivência produtiva e competirão com o frescor da modernidade das redes sociais, onde as pessoas encontrarão abrigo e expressão.

Não se pergunta se a sociedade está preparada para viver na nova ordem global onde todos seremos cidanets (cidadãos da Internet).  O problema é que ainda não conseguimos realizá-la mental e gerencialmente. Nossa cabeça ainda está ocupada com o modelo anterior. Na verdade, será que precisamos estar preparados?

Algumas demandas parecem mais urgentes de atender, como a criação de sistemas colaborativos em todas as expressões da vida organizada. A interdependência aumenta tanto pelo avanço da tecnologia quanto pela necessidade de reordenar os diálogos. Enquanto a sociedade de consumo é dominada pelo individualismo, a nova ordem é gregária, inclusive pela facilidade da comunicação. As formas rígidas e estanques viram redes.

O ativismo político em torno de grandes sistemas de representação esvai-se, trocado pela cidadania de proximidade. Os conglomerados econômicos precisarão fragmentar suas operações e controles para estar mais perto de seus mercados. Os investimentos se volatizam.

Troque-se agora o tempo dos verbos, do futuro para o presente. Tempo de o Estado e seus gestores aplicarem sua inteligência como ponto de partida em cada movimento.

Focar no policentrismo, na organicidade dos sistemas, no investimento em redes, na educação libertadora, no acolhimento da diversidade, na humanização das instituições, no desarmamento das lideranças, na relativização das verdades, na convivência com a ambiguidade, no ataque à desigualdade, tudo isso é matéria prima da nova ordem global.

Por mais que evolua a dinâmica da sociedade, não será o voluntarismo que construirá a nova ordem. Se adotado, geraria o caos. Políticas públicas, estas sim, serão o fulcro da mudança. Hora de enfrentar o desafio de as modelar pelos três poderes, demais instituições públicas e, especialmente, pelos novos atores que estão legitimamente provocando tamanha efervescência.

Talvez seja mais fácil gerir as instituições do Estado tal como se apresentam hoje, mas é sabido que não se faz a mudança com o modelo mental que desenhou o sistema anterior. A nova ordem precisa de ativistas.

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